Entenda o comportamento do consumidor e as mudanças do mercado 2020

mulher com sacolas fazendo compras


Que o mundo está cada vez mais tecnológico isso você já sabe, não é verdade? No entanto, como é o consumidor dessa nova década? Um estudo realizado pela WGSN, autoridade global em análises e previsões de tendências apresentou um consumidor ultradinâmico e que espera marcas com traços mais humanos.

Segundo a pesquisa, são os consumidores que causam as mudanças no mercado de consumo e influenciam na transformação da sociedade. Hoje eles são mais exigentes, tem novos valores e são contra os padrões antigos. No entanto, como o comportamento do consumidor afetará o mercado a partir de 2020? Isso é o que você verá neste post. Acompanhe a leitura!

O que a pesquisa da WGSN revelou?

A pesquisa realizada pela WGSN foi intitulada de “Consumidor Ultradinâmico”. Ela trouxe seis macrotendências para você entender o que está por trás do comportamento do consumidor. De acordo com o estudo, os consumidores estão cada vez mais preocupados com as mudanças climáticas, economia do compartilhamento e o envelhecimento populacional.

Portanto, o consumidor atual estuda as marcas e espera que elas mudem o seu modelo de negócio, se este impacta a sociedade, ou seja, eles desejam saber se as marcas estão alinhadas às novas demandas e a um propósito.

Quais os fatores que vão influenciar os pensamentos e as atitudes dos consumidores dessa nova década?

Revolução das compras pelos celulares

Cada vez mais as pessoas querem consumir pelos dispositivos móveis. Portanto, há necessidade das empresas se adaptarem a essa tendência. Em relação ao varejo, segundo uma pesquisa da WGSN, 64% dos varejistas disseram que o pagamento pelo celular é uma prioridade para o funcionamento do seu negócio.

Também há um levantamento realizado pela agência YouGov que mostrou que 44% dos entrevistados até 24 anos preferem conversar com as pessoas pelas redes sociais do que ao vivo. Neste sentido, é possível observar que a tomada de decisão pelos usuários é feita antes da visita física. 

Por isso, é importante que o consumidor tenha o controle da compra, desde que ele também tenha um auxílio humano se precisar. E o que fazer para estar preparado para essa tendência? As empresas podem aumentar o uso do celular dentro da loja e a automação na hora do pagamento. A realidade aumentada pode auxiliar os consumidores na hora da compra para mostrar os produtos e mostrar como solucionar as suas dúvidas, permitindo assim uma experiência diferenciada.

Outro fator importante é a inteligência artificial. Ela se torna uma verdadeira aliada quando é associada as interações digitais. Um exemplo disso é o Google Assistent. Portanto, as empresas devem estar preparadas para as mudanças deste novo cenário, que pode até impactar a relação entre empregados e empregadores.

As empresas que poderão se automatizar deverão redefinir o antigo papel dos colaboradores. Além disso, é importante apostar em estratégias que descompliquem as entregas dos produtos.

Conexões humanas

As pessoas querem conexões que a fazem sentir cada vez mais humanas. Por isso, quando as empresas investem em tecnologia, inteligência artificial e experiências digitais, a conexão humana torna um grande diferenciador das marcas. As estratégias pessoais crescem como um ponto de diferenciação para além do preço.

Confiança na marca

Como ser confiável para o consumidor? Tanto as marcas quanto os varejistas precisam desenvolver estratégias que aumentam o nível de confiança das pessoas. Segundo o WGSN Barometer, que a cada ano analisa a opinião de 200 mil consumidores em todo o mundo, os gastos das pessoas têm relação direta com a marca.

E para que a sua empresa seja confiável é necessário que a sua marca tenha uma tradição e trajetória. Também é importante oferecer produtos e serviços de qualidade e ser agente de mudanças positivas. Na pesquisa, 64% dos entrevistados disseram que acreditam que as empresas podem tomar ações que aumentam seus lucros e melhoram as suas condições econômicas e sociais nas comunidades onde operam.

Quase dois terços afirmaram que esperam que os responsáveis por essas empresas assumam mudanças políticas ao invés de esperarem pelo Governo. Isso significa que a principal tarefa desses responsáveis é criar confiança, o que vai além de desenvolver produtos de qualidade (69%) e oferecer serviços (68%).

Preocupação com o clima

Desde 1980 vemos os desastres naturais provocados por eventos climáticos extremos. Neste verão de 2020 vimos muitos estados brasileiros sofrerem com chuvas e inundações. Outros sofrem com a seca e também acompanhamos pelos jornais as queimadas na Amazônia.

As tempestades mais do que dobraram nos últimos 40 anos. As avalanches e os deslizamentos são inúmeros desde 1980 e dobraram desde 2004. Isso tudo gerou na população mundial uma certa ansiedade em relação ao clima. Também despertou o desejo de reverter os danos causados ao ecossistema do planeta.

No entanto, quando falamos em consumo, as pessoas buscam por alternativas sustentáveis. Um dado levantado em 2018 pela consultoria Nielsen informou que a taxa de venda dos produtos sustentáveis vem aumentando. Além disso, há uma corrida para que isso também circule na indústria da moda. Loja como Zara estimula seus clientes a devolverem as roupas danificadas ou que não usam mais, para que possam ser recicladas.

Essa atitude exige uma nova mentalidade por parte das lojas que atendem aos consumidores que procuram por novos produtos. Você deverá reavaliar a estrutura e a precificação dos seus produtos uma vez que o público procura mais por produtos duráveis, que possam ser revendidos ou que sejam sustentáveis.

Longevidade dos consumidores

Cada vez mais as pessoas vivem mais e melhor. As marcas devem estar atentas a essa demanda. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), essa será uma grande transformação social que implicará em vários setores da sociedade. Em países como os Estados Unidos e o Japão, os consumidores mais velhos têm um poder de compra maior do que os clientes mais jovens.

Segundo o International Longevity Centre, no Reino Unido, as pessoas com mais de 50 anos consomem 314 bilhões de libras por ano. isso equivale a 43% do total do gasto doméstico em consumo de produtos. A pesquisa também apontou que 85% das pessoas com mais de 55 anos acham que a sua marca favorita não atende as suas necessidades.

Essa, por outro lado, é uma ótima oportunidade para os varejistas. Basta fazer ajustes no espaço da loja e receber bem esse grupo. Outra dica importante é remover as barreiras físicas. Você deve instalar rampas de acesso, alargar corredores e entradas e facilitar a mobilidade das pessoas, principalmente a pessoa com deficiência e mobilidade reduzida.

Economia compartilhada

E por fim, se você deseja entender o comportamento do consumidor e as mudanças que afetarão o mercado 2020, é importante entender que a economia compartilhada ganha força. Os consumidores estão mais abertos para novas experiências e as marcas devem entender a dinâmica deste novo mercado. As pessoas passam a investir mais em experiências.

Hoje, os consumidores deixam de ir às compras, mas não de fazer as compras. Eles estão conectados aos aplicativos móveis e ao Instagram. Não é a toa que os varejistas têm se preparado para isso e transformado a vontade de comprar um produto pela necessidade pelo prazer da experiência.

Para terminar, os fatores que impulsionam o mercado revelam que as pessoas estão cada vez mais ansiosas, desconectadas e se sentem pressionadas pelo tempo. Varejistas que tiverem produtos, oferecerem experiências e serviços para adicionar valor real à vida do consumidor e que possam ser compartilhados nas redes sociais sairão na frente nesse atual mercado.

Agora que você leu um pouco sobre o comportamento do consumidor também sabe quais as mudanças afetarão o mercado 2020, não é verdade? Prepare-se para essas mudanças e conquiste ainda mais o seu mercado!


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