O que é um e-commerce e como montar o seu?

computador ligado e sacolas coloridas na frente

Você sabia que 74% dos consumidores brasileiros preferem comprar pela Internet do que por uma loja física? Esse dado faz parte de um levantamento feito pelo NZN Intelligence, que pesquisa o mercado da NZN. E com toda essa mudança no comportamento do consumidor, o e-commerce tornou-se uma boa opção para quem deseja ter o seu próprio negócio.

No entanto, você sabe o que é um e-commerce? Tem ideia de como montar um? Neste post, darei algumas dicas sobre o assunto. Nas pesquisas que fiz por aqui na web, separei as principais informações sobre este tipo de comércio eletrônico.

E aí, quer conferir o que preparei para você? Siga com a leitura do artigo!

O que é um e-commerce? 

E-commerce significa comércio online. Esse tipo de negócio ganhou força quando os consumidores viram que a Internet seria um ambiente seguro para fazer as suas compras. É importante que você saiba que todo e-commerce é uma loja online, mas nem toda loja online é um e-commerce.

Há também outros modelos deste tipo de negócio. Um bom exemplo é o marketplace. Mas quando uma loja online é um e-commerce? A explicação é simples. Quando ela vende produtos de uma única empresa. Quer um exemplo? A famosa Renner. 

Como é a estrutura do e-commerce?

No e-commerce você expõe seus produtos, escolhe a forma de pagamento e o tipo de entrega. Você também deve ter uma boa estratégia de marketing para a divulgação do seu negócio e disponibilizar vários canais para atender seu cliente.

Qual é a diferença entre e-commerce e marketplace?

Já que você entendeu a estrutura do e-commerce, vou te explicar a diferença entre ele e o marketplace. Esse último é uma vitrine virtual onde várias empresas anunciam seus produtos.

Ou seja, os produtos que você encontra neste tipo de negócio não pertencem a mesma loja. Então, no mesmo marketplace você encontra celulares da Vivo, Claro, Tim e outros produtos dessas operadoras. Entendeu a diferença?

Além disso, o marketplace faz a intermediação do pagamento. No entanto, ele não oferece garantia ao cliente e também não se responsabiliza pela entrega do produto.

Tem empreendedor que gosta desse modelo de negócio. Até porque você não precisa ter um domínio e outros gastos como é no caso de um e-commerce. No marketplace, você só insere o produto e pronto! Outra vantagem é que você usa a autoridade que a empresa tem no mercado e assim atrai compradores, o que é bem mais simples do que as pessoas encontrarem seu e-commerce.
  
Mas aí há algumas desvantagens. Uma delas é que você não define a forma como o seu produto será exibido para seus clientes. Logo, o marketplace é mais indicado para quem comercializa produtos genéricos, pois você não terá que se preocupar em ter um domínio próprio.

Já o e-commerce é indicado para quem tem um produto de nicho e deseja falar com uma audiência que está decidida sobre o que quer. No entanto, no final das contas, nada também te impede de ter um produto de nicho e vendê-lo em um marketplace.

Quais os tipos de e-commerce?

Se você já quer saber o que é um e-commerce entenda que há vários modelos deste negócio. Veja:

E-commerce B2B (Business to Business) 

Essa sigla é para empresas que têm e-commerces para vender produtos para outras empresas. Normalmente é para vender matérias primas, como uma loja de peças para automóvel. Esse tipo de e-commerce tem transações maiores e por isso precisa de um sistema maior para processar o pagamento.

Você também deve estar preparado para lidar com os preços, condições de pagamento, com as regras de pedido mínimo e no frete. Ou seja, todas as questões de uma compra normal, mas de maneira mais intensa.

E-commerce B2C (Business to Consumer)

Esse tipo de e-commerce é para empresas que vendem para o consumidor final. Um exemplo é a Amazon. O e-commerce B2C é o mais presente no Brasil e muitos adotam o marketplace, onde uma loja vende seus produtos através deles. Exemplos desse modelo: Lojas Americanas e Magazine Luiza.

E-commerce C2B (Consumer to Business)

O C2B é diferente do modelo de negócio tradicional. Neste caso, o consumidor coloca seu serviço à disposição das empresas. Quer um exemplo desse modelo? O site Workana, uma plataforma para freelancers.

E-commerce C2C (Consumer to Consumer)

Este e-commerce compreende as relações realizadas entre os consumidores. Um exemplo é o  Mercado Livre.

S- Commerce (Social Commerce)

Hoje, as redes sociais como Facebook e Instagram tem seu próprio espaço para loja virtual. Tem o Instagram Shopping que você pode integrar com outras plataformas de e-commerce.

Como ter um e-commerce?

Não é muito difícil ter um e-commerce. Para isso, preste atenção ao nosso passo a passo:

1. Compre o domínio

Você deve escolher o domínio do seu e-commerce. Opte por um nome simples e que seja fácil guardar. Compre o domínio em um site como o Registro.br. Se você já tem site, crie um diretório dentro dele para sua loja. Exemplo: www.modainfantil.com/loja (exemplo fictício).

2. Escolha uma ferramenta de e-commerce

Há ferramentas de e-commerce online que ajudam na criação do seu site. Elas facilitam a customização e possuem várias funcionalidades para você começar o seu comércio eletrônico. São elas:

  • Loja Integrada; 
  • Loja Virtual;
  • Minestore;
  • Shopify.

Você pode fazer uma pesquisa nos grupos do Facebook sobre e-commercers para saber a opinião das pessoas que utilizam esses serviços e, assim, escolher a melhor plataforma.

3. Selecione o modo de pagamento

A ferramenta de e-commerce traz as opções de pagamento para seus produtos. Ela inclui depósito em conta, cartão de crédito, paypal, boleto, etc. Uma dica de ouro é você oferecer várias opções de pagamento para o seu cliente. Mas preste atenção para que isso não afete a sua logística e o seu lucro.

4. Escolha o tipo de produto

Essa etapa é muito importante. A escolha do produto é o que impactará nas etapas de distribuição e logística. Os produtos físicos são uma boa opção. Você pode optar por alimentos, sapatos, roupas, etc.Também há os produtos digitais. Um exemplo são os e-books da Amazon. 

Os produtos digitais são os que têm a logística mais simples. Além disso, eles são escaláveis e não há limite para a quantidade de transações que você pode fazer. No caso dos produtos digitais, eles não dependem de estoque. O que dependerá neste caso é até quando eles estarão disponíveis à venda.

No entanto, há uma desvantagem: eles podem sofrer com a pirataria e a ampla distribuição online. Portanto, para você comercializá-los há necessidade de ter um cuidado extra.

5. Tenha um menu intuitivo

Quando criar o seu e-commerce tenha um menu fácil de localizar o que precisa. Não crie nada complicado para não confundir o cliente. Ele precisa ver as informações detalhadas do seu produto e ter acesso fácil ao botão de compra.
  

6. Cuide da logística

A logística é algo que deve ser muito bem pensado para quem se pergunta sobre o que é um e-commerce. Neste caso, você deverá definir os produtos que serão feitos por encomenda ou se haverá um estoque para a venda. No caso do estoque, é preciso informar quantas unidades ficarão disponíveis.

Pense também como você irá entregar essa mercadoria. Os e-commerces menores utilizam os correios. No entanto, se o seu e-commerce for maior, você deverá pensar em métodos de entrega alternativos como as transportadoras.

Mas se você tiver um e-commerce e uma loja física, você pode ter a opção do consumidor pegar o produto na sua loja. E essa é uma boa maneira de você economizar com o frete, não é verdade?

Viu o que é um e-commerce e como montar um? Agora que você aprendeu com essas dicas, poderá estudar um pouco mais sobre o tipo de negócio que deseja ter, não é verdade?

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